A greve dos Correios continua nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, uma semana depois do início da paralisação nacional. Embora as agências permaneçam abertas e uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determine a manutenção de 80% do efetivo em atividade, consumidores e pequenos vendedores já relatam atrasos, encomendas sem atualização no rastreamento e dificuldades para prever quando os objetos serão entregues.
O movimento começou às 22h de 10 de setembro depois que trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada nas negociações do acordo coletivo. A greve foi anunciada por tempo indeterminado e permanece em vigor até que haja acordo ou nova decisão judicial.
Greve dos Correios continua em 17 de setembro
A principal atualização para quem acompanha a situação é que a paralisação ainda não terminou.
No sábado, 12 de setembro, o presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, determinou que 80% do efetivo dos Correios seja mantido em atividade durante a greve. Segundo a decisão divulgada pela Agência Brasil, o percentual deve preservar a continuidade de um serviço considerado essencial.
Isso significa que greve não é sinônimo de fechamento completo dos Correios.
Em posicionamento divulgado nesta quinta-feira à Folha de S.Paulo, a estatal afirmou que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente. A empresa também disse estar remanejando cargas e mobilizando trabalhadores administrativos e veículos para reduzir os impactos da paralisação.
Mesmo assim, a continuidade parcial dos serviços não impede atrasos.
Entregas dos Correios estão atrasando?
Há relatos de atrasos.
Reportagem publicada nesta quinta-feira (17) pela Folha reuniu casos de consumidores e comerciantes com encomendas fora do prazo previsto, objetos sem novas informações no rastreamento e pedidos de reembolso relacionados ao frete.
Os casos mostram por que é importante diferenciar duas informações: os Correios continuam operando, mas isso não significa que todas as entregas estejam ocorrendo dentro do prazo habitual. O que pode mudar nas compras internacionais com a chamada taxa das blusinhas.
A estatal afirma que adotou um Plano de Continuidade de Negócios, com redistribuição de cargas, reforço operacional e mutirões de entrega.
Para quem aguarda uma encomenda, a recomendação prática é acompanhar o código de rastreamento pelos canais oficiais dos Correios e registrar uma manifestação nos canais de atendimento caso o prazo tenha sido ultrapassado.
Por que os trabalhadores dos Correios entraram em greve?
A paralisação começou após o encerramento das negociações da campanha salarial sem acordo.
Um dos principais pontos de divergência está relacionado ao plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes.
Segundo a Findect, entidade que representa parte dos sindicatos da categoria, os trabalhadores se opõem a mudanças propostas na condição dos Correios como mantenedores do plano.
Os Correios apresentam outra perspectiva sobre as negociações. A empresa afirmou que sua proposta preservava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo anterior e incluía reajuste de salários e benefícios equivalente a 100% do INPC, além da manutenção da assistência à saúde.
As posições mostram que o impasse não envolve apenas reajuste salarial, mas também condições de benefícios e do novo acordo coletivo.
TST determinou manutenção de 80% dos trabalhadores
A decisão do Tribunal Superior do Trabalho é um dos acontecimentos mais importantes desde o início da greve.
O tribunal determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade, segundo a Agência Brasil. A medida foi adotada após os Correios acionarem o TST.
A empresa também pediu que a greve seja considerada abusiva, questão que ainda precisa ser analisada no processo.
Por isso, a determinação dos 80% não encerrou a greve. Ela estabelece um contingente mínimo de funcionamento enquanto o conflito coletivo segue em discussão.
Quando termina a greve dos Correios?
Até a noite de 17 de setembro de 2026, não havia data anunciada para o encerramento da greve.
O movimento foi aprovado por tempo indeterminado.
O próximo momento importante deve ocorrer no TST em 21 de setembro, quando está previsto o julgamento do dissídio coletivo. Reportagens e entidades sindicais informam que a sessão foi marcada para as 13h30.
Isso não significa necessariamente que a greve terminará nessa data. As partes ainda podem chegar a um acordo antes da sessão, e o próprio resultado do julgamento precisará ser considerado.
Para o leitor, portanto, o cenário neste momento é simples: a greve continua e não existe uma data oficial confirmada para sua conclusão.
As agências dos Correios estão fechadas?
Segundo os Correios, não.
A empresa afirmou nesta quinta-feira que suas agências permanecem abertas e funcionando.
A situação operacional, porém, pode variar conforme a região e a adesão local dos trabalhadores.
No Espírito Santo, por exemplo, sindicatos informaram nesta quinta-feira adesão em unidades da Grande Vitória e do interior. Na região de Campinas, houve mobilização em um centro de tratamento de cartas e encomendas em Indaiatuba, com impactos no fluxo de cargas atendidas pela unidade.
Por isso, quem precisa comparecer presencialmente a uma agência específica deve consultar os canais oficiais antes de se deslocar.
O que fazer se a encomenda estiver atrasada?
O primeiro passo é conferir o rastreamento diretamente no site ou aplicativo dos Correios. A empresa mantém ferramentas oficiais para acompanhamento de objetos, localização de agências e contato com a central de atendimento.
Se a entrega já ultrapassou o prazo informado, o consumidor pode registrar uma manifestação diretamente nos canais de atendimento da estatal e guardar comprovantes da postagem, do prazo contratado e das atualizações do rastreamento.
É especialmente importante evitar páginas enviadas por SMS, WhatsApp ou e-mail que solicitem pagamentos inesperados em nome dos Correios. O acompanhamento deve ser feito pelos canais oficiais.
Greve acontece em momento de dificuldades financeiras dos Correios
A paralisação ocorre enquanto a estatal enfrenta um cenário financeiro delicado.
As demonstrações contábeis do segundo trimestre de 2026 estão disponíveis no próprio portal de transparência dos Correios.
Na cobertura das negociações, a estatal tem relacionado suas propostas à necessidade de controlar despesas e reorganizar a operação. Do lado sindical, as entidades afirmam que as mudanças não podem retirar direitos dos trabalhadores.
São posições distintas dentro da negociação coletiva e devem ser tratadas como tal.
O que pode acontecer agora?
A greve permanece em andamento, mas três fatores serão decisivos nos próximos dias: o cumprimento da determinação de 80% do efetivo, uma eventual retomada das negociações entre empresa e trabalhadores e o julgamento do dissídio coletivo previsto para 21 de setembro.
Até lá, os Correios afirmam manter seu plano de contingência para preservar as operações, enquanto as entidades sindicais mantêm a mobilização.
Para consumidores e empresas que dependem das entregas, a principal consequência imediata é a possibilidade de prazos maiores e oscilações no fluxo de encomendas, mesmo com agências abertas e parte majoritária do efetivo em atividade.
FAQ
Os Correios ainda estão em greve?
Sim. Em 17 de setembro de 2026, a paralisação continua e permanece anunciada por tempo indeterminado.
Os Correios pararam completamente?
Não. O TST determinou a manutenção de 80% do efetivo, e os Correios dizem que as agências permanecem abertas.
A greve pode atrasar encomendas?
Sim. Há relatos de consumidores e comerciantes com objetos fora do prazo e sem novas atualizações de rastreamento durante a paralisação.
Quando termina a greve dos Correios?
Ainda não há uma data oficial. O julgamento do dissídio coletivo está previsto para 21 de setembro, mas isso não garante, por si só, que o movimento terminará nesse dia.
Por que os trabalhadores estão em greve?
A paralisação começou após a negociação do acordo coletivo terminar sem consenso. Entre os principais pontos de divergência está o plano de saúde dos empregados, aposentados e dependentes.

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