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Senado terá a maior bancada feminina da história após recorde nas eleições de 2026
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As Eleições 2026 produziram uma mudança histórica na composição do Senado Federal. Doze mulheres foram eleitas neste domingo, 4 de outubro, para as 54 cadeiras que estavam em disputa, o maior número de senadoras escolhidas em uma única eleição no Brasil.

O resultado fará com que o Senado tenha, a partir de 2027, a maior bancada feminina de sua história.

A nova legislatura começa em 1º de fevereiro de 2027, quando os parlamentares eleitos assumem seus mandatos. O Senado Federal é composto por 81 senadores, três representantes de cada um dos 26 estados e do Distrito Federal.

A composição feminina deverá ficar entre 17 e 18 senadoras, a depender da situação de uma cadeira ocupada atualmente por suplente. A própria Agência Senado projeta 18 mulheres no início de 2027.

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12 mulheres foram eleitas para o Senado em 2026

O principal marco produzido pelas urnas está no número de mulheres eleitas diretamente.

Foram 12 senadoras entre as 54 vagas disputadas neste ano. É o maior número já registrado em uma única eleição para a Casa.

O Senado passa por renovação alternada. Em uma eleição, um terço das cadeiras é renovado; quatro anos depois, dois terços. Em 2026, cada estado e o Distrito Federal escolheram dois senadores, totalizando 54 vagas.

Antes da votação, 69 mulheres haviam registrado candidatura ao Senado. O número representava crescimento de 11,3% em relação a 2018, última eleição em que também foram renovados dois terços da Casa.

O resultado das urnas transformou esse aumento de candidaturas em um recorde de eleitas.

Senado terá 17 ou 18 mulheres em 2027?

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Esse é um ponto que merece atenção porque diferentes levantamentos divulgados após a eleição apresentam números distintos.

Uma das contagens aponta 17 mulheres com mandato na legislatura que começa em 2027: as 12 eleitas neste domingo somadas a cinco senadoras cujos mandatos continuam.

Já a Agência Senado, fonte oficial da Casa, informa que a bancada feminina deve ter 18 senadoras no início de 2027.

A diferença está relacionada principalmente à situação da senadora Jussara Lima (PSD-PI).

Jussara exerce atualmente o mandato como suplente de Wellington Dias (PT-PI), ministro do Desenvolvimento e Assistência Social. Se Wellington reassumir o mandato, Jussara deixa a cadeira. Por isso, levantamentos que projetam a composição permanente sem a suplente chegam a 17 mulheres.

Independentemente dessa definição, o ponto central não muda: a bancada feminina será a maior já registrada na história do Senado brasileiro.

Mulheres ainda serão minoria entre os 81 senadores

O recorde também precisa ser colocado em perspectiva.

O Senado possui 81 cadeiras. Se a composição ficar em 17 mulheres, elas representarão pouco mais de um quinto do plenário. Caso sejam 18, a participação ficará em aproximadamente 22% das cadeiras.

Portanto, mesmo com o avanço histórico, os homens continuarão ocupando ampla maioria das vagas no Senado.

O resultado de 2026 mostra, ao mesmo tempo, dois movimentos: um aumento da presença feminina e uma distância ainda significativa em relação a uma representação equilibrada entre homens e mulheres.

Distrito Federal terá bancada formada somente por mulheres

Um dos resultados mais simbólicos ocorreu no Distrito Federal.

Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, foram eleitas para as duas cadeiras em disputa. Elas se juntarão a Damares Alves (Republicanos), cujo mandato segue até 2031.

Com isso, o Distrito Federal terá três mulheres ocupando simultaneamente suas três vagas no Senado.

Segundo a Agência Senado, será a primeira vez na história que uma unidade da Federação terá toda a sua representação no Senado formada por mulheres.

Há outro marco: Michelle e Bia são também as primeiras duas mulheres eleitas simultaneamente para representar uma mesma unidade federativa no Senado.

Nova composição do Senado vai além da bancada feminina

A eleição de 2026 também provocou uma renovação significativa na composição política da Casa.

Dos 32 senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram renovar seus mandatos, segundo levantamento da Agência Senado.

Outra mudança importante ocorreu na distribuição partidária.

O PL terá a maior bancada no início da próxima legislatura, enquanto MDB, PT, União Brasil, PP e outras legendas também terão representação significativa. O Senado aponta ainda que 13 partidos conseguiram eleger pelo menos um senador em 2026, contra 20 legendas na eleição de 2018.

Os senadores escolhidos neste ano terão mandatos de oito anos, com término previsto para 2035.

Por que a nova composição importa para o brasileiro?

O Senado possui atribuições que vão muito além da aprovação de projetos de lei.

A Casa participa da análise de mudanças constitucionais, votações do Orçamento, decisões tributárias e econômicas e da aprovação de autoridades indicadas para cargos estratégicos do Estado.

Os senadores também analisam indicações para o Supremo Tribunal Federal e outras instituições, além de participarem de processos políticos e fiscalizatórios previstos na Constituição.

Por isso, uma mudança relevante na composição do Senado pode influenciar diretamente a agenda política nacional a partir de 2027.

O aumento da bancada feminina também pode ampliar a participação de mulheres nas comissões, relatorias e discussões legislativas da Casa.

Isso não significa, porém, que as senadoras formarão necessariamente um bloco político único. As parlamentares eleitas pertencem a diferentes partidos e campos políticos, com posições distintas sobre diversos temas nacionais.

O que acontece agora?

Embora a eleição para o Senado tenha sido definida no primeiro turno, a fotografia definitiva da Casa para fevereiro de 2027 ainda depende de algumas situações.

Uma delas é justamente a permanência ou não de Jussara Lima na cadeira atualmente ocupada por ela.

Há ainda situações individuais que podem alterar a composição. A Agência Senado destaca, por exemplo, que a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo-PR) permanece em discussão judicial.

A nova legislatura começará oficialmente em 1º de fevereiro de 2027.

Até lá, eventuais decisões judiciais, retornos de titulares e movimentações envolvendo suplentes poderão modificar alguns nomes que efetivamente estarão no plenário.

O resultado político mais amplo, entretanto, já está estabelecido: as eleições de 2026 produziram a maior presença feminina já registrada no Senado Federal brasileiro.

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By Redação Central da Notícia

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